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Ficção nacional sobre a arte e os desafios de maternar

Tempo de leitura: 3 minutos

Ficção nacional sobre a arte e os desafios de maternar

Em entrevista inédita, escritora Analu Leite detalha experiências reais que inspiraram “Com amor, mamãe”, um livro sobre as multifacetas da maternidade

 

Dilemas maternais, risadas, aprendizados e recomeços compõem Com amor, mamãe, ficção da escritora Analu Leite. Na obra, a autora baiana e mãe de gêmeos traz as dores e as delícias de ser mãe por meio das cartas que a personagem principal escreve para a filha, desde o nascimento até a vida adulta.

 

O enredo foi inspirado na vivência pessoal da autora e de amigas próximas do grupo de apoio “Turma do Peito”, com o objetivo de tornar visível a maternidade como ela é. Estas experiências reais e a carreira de escritora que Analu detalha na entrevista inédita abaixo. Confira:

 

1. Quando e como surgiu sua paixão pela escrita?

 

A paixão pela escrita surgiu a partir da paixão pela leitura, incutida por minha mãe desde muito pequena. Aliás, ela é a grande responsável por esta inclinação literária, já que exerceu a docência de Língua Portuguesa e Literatura durante sua vida profissional e fez do ofício um sacerdócio, com que contaminou os que estavam à sua volta. 

 

2. Como surgiu a oportunidade e motivação de escrever “Com amor, mamãe”? Apesar de ser uma ficção, é inspirado nas suas vivências pessoais?

 

Sempre desejei escrever uma ficção, mas não tinha esse plano para um futuro próximo, quando fui chacoalhada pela intensa vivência da maternidade de gêmeos – que ganhou outros graus de energia e insegurança com a pandemia pelo novo Coronavírus.

 

Trancada com meus filhos imberbes e conectada com outras mães pelo aplicativo de mensagens, senti imensa vontade de contar a história de mulheres comuns que se tornam extraordinárias na jornada que, para os não iniciados, parece tão simples: criar seres humanos!

 

Assim, comecei a retratar a Turma do Peito, grupo de apoio do qual faço parte, e quando notei já estava misturando com os relatos das minhas tias, amigas e de tantas outras mulheres e situações que brotaram da imaginação, mas que retratam a maternidade da maneira como ela é.

 

3. A Turma do Peito, que é citada no livro, é uma rede de apoio de mulheres da vida real. Pode contar um pouco sobre este grupo e como ele fez parte da sua vida?

 

A Turma do Peito foi um grupo de apoio criado por uma amiga durante nossas gestações. Maria Helena, que viria a inspirar a personagem Fernanda, juntou inicialmente seis mulheres de nossa pequena cidade num grupo de WhatsApp, para que pudéssemos realizar trocas de experiências e estar mais próximas. Eu logo pensei: “até parece que isso vai dar certo…” Mas deu!

 

O grupo é maravilhoso. Nossos filhos nasceram em períodos próximos, estão sempre em fases parecidas (e nós também). É reconfortante estar ao lado de mulheres que te entendem, que sabem pelo que você está passando, e que não vão te julgar pelo seu cansaço e exaustão. Sempre que podemos nos encontramos, rimos e lambemos nossas crias. Juntas! Acho que faremos isso por muito tempo ainda, assim como as personagens do livro.

 

4. Qual é a principal mensagem que o livro traz ao leitor?

 

Que há muito mais sob a pele da mãe. Que os estereótipos estão vencidos e defasados. Que a mulher quer ser mãe, sem deixar de ser profissional, de ter amigos, de ter vida social, de ter desejo sexual. Que a maternidade não precisa ser o fim de uma vida produtiva, que se enterra na absoluta exaustão e sobrecarga de um lar mal (não) dividido, e que jogar todo o abuso sob o “amor de mãe” é uma armadilha vil. É um convite à reflexão, ao riso e às lágrimas.

 

5. Você diria que a sua obra é indicada apenas para mães ou o público em geral também se identificará com o enredo?

 

Não é um livro apenas para mães. Absolutamente! A identificação que surge com a mãe, também surge com a filha, Ana Beatriz, surge com o esposo Jonas, com as demais personagens. São tantas as situações retratadas, que é impossível não se ver ou não reconhecer alguém ali.

 

6. Além desta obra, você pensa em lançar outros projetos literários no futuro? Se sim, quais?

 

Estou escrevendo um segundo romance. Nesse novo projeto, o tema da maternidade distancia-se um pouco para dar espaço a aspectos da vida regional do Sul da Bahia. No entanto, a protagonista mais uma vez será uma mulher, dessas cheias de marcas e de vontade de vencer na vida, uma saga sobre o poder da educação. O lançamento está programado para 2023.

 

Sobre a autora: Graduada em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz e Mestre em Direito Processual Constitucional pela Universidad Nacional Lomas de Zamora (Argentna). Servidora Pública do Poder Judiciário da Bahia desde 2008, atuando como assessora de magistrado desde 2010.

 

Para saber mais sobre o livro “Com amor, mamãe”, clique aqui!

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