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Amor em tempos de polarização política: um enredo da curitibana Francine Cruz

Tempo de leitura: 2 minutos

Amor em tempos de polarização política: um enredo da curitibana Francine Cruz

Escritora relembra Golpe Militar na narrativa e relaciona assunto com a atualidade em entrevista inédita

 

Mestre em Educação, a curitibana Francine Cruz foi para além do entretenimento no enredo do livro A Casa dos Dois Amores. A história é ambientada na década de 1960, durante o Golpe Militar, e narra a tensão entre esquerda e direita em meio a um romance improvável.

 

Natural de Curitiba, Francine é integrante dos coletivos de escritoras femininas Marianas, Vozes Escarlate e Mulherio das Letras. Recebeu o prêmio Agente Jovem de Cultura do Ministério da Cultura em 2012 e também é autora dos livros Amor, Maybe e A Obra Poética de Ana Cristina Cesar. Confira abaixo a entrevista que detalha mais sobre o lançamento e a carreira de Francine:

 

1. A história de A Casa dos Dois Amores se passa na década de 1960, anos que o Brasil e o mundo viveram uma grande tensão política entre partidos de esquerda e de direita. Como o leitor pode relacionar esse enredo com o tempo atual?

 

Francine Cruz: Atualmente a tensão esquerda x direita voltou ao cenário mundial com força total e as polaridades políticas estão cada vez mais impactando a vida de todos nós, afinal, quem conseguiu passar ileso de uma discussão familiar ou com amigos após as eleições de 2018? Agora, em 2022, temos presenciado cada vez mais os ânimos exaltados por questões políticas, ainda mais no Brasil, sendo este um ano de eleições para presidente. Assim, o leitor poderá facilmente relacionar o enredo do livro com o tempo atual, inclusive percebendo que essa polarização não é uma coisa recente, e sim uma dualidade historicamente construída.

 

2. Qual é a sua intenção ao falar sobre Ditadura Militar em um romance, além de dar profundidade ao enredo dos seus personagens? É uma forma de não deixar o passado morrer?

 

F. C.: A intenção é justamente essa: relembrar a história e não deixar esse passado ser esquecido, trazendo esse período histórico para o momento atual, pensando em especial no público mais jovem, que não vivenciou esses fatos.

 

3. Há outros livros prontos para serem lançados? Talvez uma continuação desta história?

 

F. C.: Sim, meu terceiro romance “Quatro vezes primavera” está em fase de negociação com as editoras interessadas e deve ser lançado em 2023, mas não é uma continuação e sim uma nova história. Também acabei de assinar um contrato para publicar um novo livro de Educação Física, dessa vez abordando a educação das relações étnico-raciais na educação física escolar.

 

4. Esta não é a sua estreia na literatura. Como tudo começou?

 

F. C.: Me interessei pela literatura desde muito jovem, primeiro como leitora e depois como escritora. Em 2002, com 18 anos, venci meu primeiro concurso literário e tive um poema publicado em uma antologia poética. Depois disso não parei mais, publicando meu primeiro livro autoral em 2008. De lá para cá, foram seis livros, entre romances, poemas e livros técnicos, entre outras dezenas de participações em coletâneas e antologias.

 

5. Qual a principal mensagem que você deseja passar aos leitores deste lançamento?

 

F. C.: A principal mensagem é que o amor e a liberdade devem estar sempre juntos, como as duas asas de um pássaro e que quando amamos alguém a maior prova desse amor é deixá-lo ser livre, independente de qualquer outra coisa.

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