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Paixão sci-fi: pai e filho cearenses lançam livro em parceria

Tempo de leitura: 3 minutos

Paixão sci-fi: pai e filho cearenses lançam livro em parceria

Com enredo futurístico repleto de críticas sociais, “Liga da Tempestade” é o terceiro título de ficção científica dos escritores Alexandre e Felipe Nobre

 

Como uma herança de família, o cearense Alexandre Nobre fez questão de passar ao filho Felipe toda a sua paixão pela ficção científica. Os anos de fascínio pela ciência e tecnologia resultaram em uma forte parceria literária, que hoje assina o lançamento “Liga da Tempestade”.

 

Na obra, a dupla enaltece a Inteligência Artificial e a coloca como aliada (não vilã) da humanidade. Também propõe uma visão de como não deve ser uma organização social e política, critica comunidades excessivamente burocratizadas e sugere uma sociedade menos violenta.

 

Alexandre trabalha há mais de 30 anos com textos técnicos e políticos e, há dois, une forças com o filho para mergulhar nos universos paralelos e futuros alternativos fantásticos, proporcionados por uma boa obra sci-fi. Com três livros publicados, eles agora conquistam os brasileiros apaixonados pelo gênero.

 

1. Como surgiu o interesse por escrever ficção científica?

 

Alexandre Nobre: Sou fascinado por ciência e tecnologia desde que a façanha mais espetacular do mundo era uma televisão colorida com transmissão “via satélite”, antes mesmo do videocassete VHS. Eu era adolescente, quando tive contato com as (já antigas) especulações de Alan Turing sobre inteligência artificial, publicadas em 1950.

 

Depois disso, nunca mais perdi o interesse pelo assunto. Tendo em vista que, por toda a minha carreira, meu trabalho sempre foi escrever, resolvi me juntar ao Felipe, para nos aventurarmos pela literatura de ficção científica.

 

2. Qual é a principal mensagem que a obra traz aos leitores?

 

Alexandre Nobre: Com a ajuda da tecnologia em geral e da inteligência artificial em particular, é possível se adaptar às circunstâncias mais difíceis e hostis.

 

3. Quais foram as principais inspirações de vocês para compor a obra?

 

Alexandre Nobre: Meu escritor favorito é Isaac Asimov, o único a encarar a inteligência artificial como uma parceira essencial ao futuro da humanidade. É dele a autoria das famosas “Três Leis da Robótica”, normas que tornariam impossível a um ser de inteligência artificial prejudicar um ser humano ou permitir que ele seja ferido.

 

Meu ídolo na história do cinema não é homem, nem mulher. É o HAL9000, um computador inteligente. No primeiro filme, (2001 – Uma Odisseia no Espaço), ele parece um vilão, mas no segundo (2010 – O Ano em Que Faremos Contato) ele salva a tripulação e a própria humanidade.

 

4. Como o curso de escrita criativa com Dan Brown e Aaron Sorkin contribuiu para a produção de “Liga da Tempestade”?

 

Alexandre Nobre: No final do curso, escrevi a Dan Brown uma avaliação sincera de que eu o considerava um escritor extraordinário, mas, como professor, eu disse que ele era “mil vezes” melhor. Já com Aaron Sorkin, tive inúmeros exemplos de uma escrita bem-humorada e cativante. Gosto de pensar que meu estilo de escrever, sempre formal demais em decorrência do meus anos de trabalho, tornou-se um pouco mais leve, mais descontraído.

 

5. Por que optaram por escrever em dupla? Como é a conexão de vocês como escritores?

 

Alexandre Nobre: De fato, quando a gente está trabalhando em uma história, somos parceiros com deveres e direitos iguais, sem predominância de ninguém. Mas não é uma só mente, pelo contrário. Com frequência, temos opiniões diferentes e debates acalorados. Se fôssemos um trio, até poderia ser fácil desempatar. Numa dupla, quando um discorda do outro, a história não progride até que alguém imagine uma solução de consenso. Para nossa sorte, nós respeitamos muito um ao outro e sempre chegamos a algum acordo.

 

7. Para vocês, quais são os maiores desafios de serem escritores independentes no Brasil?

 

Alexandre  Nobre: Antes de partir para a autopublicação, nós sofremos MUITO, mas muito mesmo, tentando vender nossas histórias para editoras, que só querem publicar autores estrangeiros ou brasileiros consagrados. Assim, vemos a libertação de editores caprichosos como uma vantagem, que vem, é claro, com o preço de nos deixar responsáveis por tudo, desde o copidesque, diagramação e conversão do eBook, até a divulgação, promoção e gerenciamento de redes sociais.

 

Felizmente, as editoras tradicionais perderam um pouco sua importância. A distribuição dos livros pela rede dos postos físicos de venda não é mais tão crítica em um ambiente de distribuição digital.

 

7. Vocês já publicaram três livros juntos, pretendem dar continuidade às histórias? Quais são os próximos projetos da dupla?

 

Alexandre Nobre: Ainda temos mil e uma histórias para contar, incluindo uma em que a humanidade vive (ajudada pela inteligência artificial, é claro) num enxame de estações espaciais orbitando em torno do Sol. As estações são tão numerosas que bloqueiam inteiramente a passagem a luz solar. O projeto ainda é, no entanto, uma plantinha frágil, que mal acabou de nascer e nós não temos certeza se ela vai de fato florescer.

 

Para acessar o release do livro “Liga da Tempestade” clique aqui!

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