A criatividade começa quando o piloto automático é desligado
Pedro Ivo Outro dia peguei o mesmo metrô lotado de sempre, passei pelas mesmas estações de sempre, olhei pela mesma janela e percebi que não tinha visto nada. Zero. Minha mente, mergulhada nas preocupações e neuroses, ignorava o cenário complexo e todos os personagens que...
Assédio infantil: vigiar o aplicativo não basta
O crime que mais cresce contra crianças brasileiras na internet depende de algo que não é tecnológico: o silêncio da vítima. Em 2025, a SaferNet registrou 63.214 denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil, a segunda maior marca de sua série histórica. Cada...
O sertão que pouca gente conhece e as mulheres que pranteavam defuntos
Lita Maria As carpideiras, mulheres chamadas para acompanhar enterros com choros, cantos e lamentos, não podem ter o seu papel reduzido a “chorar por encomenda”. Fincadas na oralidade, com quase nenhum acesso aos saberes escritos, essas mulheres ajudavam a conduzir os rituais da morte. Não havendo almas para serem encomendadas, as carpideiras, muitas vezes, palmilhavam...
Claudia Alexandre leva debate sobre matriarca do samba à Bienal do Livro SP
A jornalista e escritora Claudia Alexandre, vencedora do Prêmio Jabuti Acadêmico 2024/25, integra a programação oficial da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Pesquisadora de tradições de matrizes africanas, ela participa de uma roda de conversa no Salão de Ideias no dia 12 de setembro, ao lado da sambista e jornalista Lyllian Bragança, para apresentar o livro infantil Tia...
A solidão de quem decide: o lado invisível da liderança
Poucas pessoas ousam falar da solidão da liderança. Talvez porque poucos cheguem a essa cadeira, o assunto raramente está entre os mais debatidos. Boa parte da solidão de quem decide não é um defeito a ser corrigido: trata-se de uma condição inerente à própria função. Há algumas...
O luto e a escrita literária
Muito se fala de novas maneiras das pessoas lidarem com o luto. Coisas que, antigamente, não eram relacionadas a esse estado de espírito. O luto era, em tempos remotos, imaginado como uma forma de depressão em que o isolamento, a apatia e o uso das roupas pretas por períodos prolongados eram os seus principais signos. Não que isso tudo ainda seja...





