• Quem somos
  • Fale com a LC
  • Trabalhe conosco
  • Política de Privacidade
LC - Agência de Comunicação
  • Início
  • Quem somos
  • Produtos e Serviços
    • Assessoria de Imprensa – Press LC
    • Assessoria de Imprensa – Master LC
    • Produção de livros
    • Leitura Coletiva
    • Leitura Crítica
    • Cursos para escritores
    • Mentoria Arquitetos do Livro
    • Mentoria DNA Best-Seller
    • Consultoria com Plano de Marketing
    • Consultoria de Marketing + Criativos LC
    • Assessoria e Consultoria para Editoras
    • Desenvolvimento de Sites
  • Livros Divulgados
    • Autoajuda e Esoterismo
    • Ficção
    • Infantojuvenil
    • Não Ficção
  • Blog
    • Geral
    • Entrevistas
    • Artigos
  • Fale com a LC
  • Trabalhe Conosco
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Início
  • Quem somos
  • Produtos e Serviços
    • Assessoria de Imprensa – Press LC
    • Assessoria de Imprensa – Master LC
    • Produção de livros
    • Leitura Coletiva
    • Leitura Crítica
    • Cursos para escritores
    • Mentoria Arquitetos do Livro
    • Mentoria DNA Best-Seller
    • Consultoria com Plano de Marketing
    • Consultoria de Marketing + Criativos LC
    • Assessoria e Consultoria para Editoras
    • Desenvolvimento de Sites
  • Livros Divulgados
    • Autoajuda e Esoterismo
    • Ficção
    • Infantojuvenil
    • Não Ficção
  • Blog
    • Geral
    • Entrevistas
    • Artigos
  • Fale com a LC
  • Trabalhe Conosco
Sem resultados
Ver todos os resultados
LC - Agência de Comunicação
Sem resultados
Ver todos os resultados

Docência: uma profissão enferma e inviabilizada

*Arthur V. F. Furtado

22 de maio de 2026
Tempo de leitura: 3 mins de leitura

Os dados não deixam dúvidas: os professores estão doentes e submetidos a todo tipo de violência. Em 2025, por exemplo, o estado de São Paulo registrou a média de 95 afastamentos diários de docentes por problemas relacionados à saúde mental, segundo o Centro do Professorado Paulista. Pesquisa recente do Centro de Estatística Aplicada do Instituto de Matemática da USP, em conjunto com o Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo, apontou que 63,5% dos educadores da rede municipal afastaram-se por problemas de saúde ao longo de doze meses, enquanto 84% declararam sofrer algum tipo de transtorno mental. Nacionalmente, a pesquisa “Saúde Mental dos Educadores 2022”, realizada pela Nova Escola, em parceria com o Instituto Ame Sua Mente, demonstrou que 21,5% dos educadores consideram a sua saúde mental “ruim” ou “muito ruim”. 

Além disso, as escolas brasileiras são notoriamente violentas e inseguras. Nesse sentido, a mesma pesquisa da USP constatou que 62,5% dos professores entrevistados relataram ter sido vítimas de algum tipo de violência em seu ambiente de trabalho. De acordo com a FAPESP, os casos de violência escolar triplicaram em dez anos no país. Outrossim, de acordo com o 4º boletim técnico “Escola que Protege” (MEC/MDHC), entre 2001 e 2025, foram identificados 47 ataques de violência extrema, com 177 vítimas – 56 fatais e 121 feridas. 

O caminho para se chegar a esse estado de coisas foi construído ao longo de décadas, especialmente por políticos oportunistas, acadêmicos fanatizados e burocratas sedentos de cargos. Primeiro, providenciou-se a completa precarização das escolas e da carreira docente, materializada por prédios caindo aos pedaços, falta de material básico, diminuição progressiva da equipe de funcionários, baixos salários, etc. 

Leia também:

O trauma de infância da República: a polarização que quase matou um presidente

Mundo Cristão confirma ficção infantojuvenil como o maior acerto na 28ª Bienal do Livro de São Paulo

A importância dos laços afetivos para a roda girar no mercado de trabalho

Paralelamente, ideais antiensino e anti-intelectuais espalharam-se pelos cursos de formação e começaram a guiar as políticas públicas, atacando a importância dos conhecimentos escolares – base do desenvolvimento de qualquer tipo de competência –, da memorização, do ensino explícito e dos métodos comprovadamente eficazes de alfabetização, trocando-os por uma barafunda de ideias pseudocientíficas e desastrosas, consubstanciadas na BNCC e na Reforma do Ensino Médio 

A cada resultado educacional ruim, a burocracia estatal respondia com mais controle, mais papelada, mais sobrecarga e, nos últimos anos, mais ameaças e punições. Por outro lado, anulou-se a autoridade do professor, desacreditado diante das famílias e dos próprios alunos. 

Não bastava, porém, depredar a educação; era preciso encontrar um culpado para tamanho fracasso. O bode expiatório, é claro, foi o professor, tachado de despreparado, ineficiente, retrógrado, preguiçoso, elitista, tirânico e doutrinador. Assim, mesmo sem condições mínimas de trabalho e segurança, ele passou a ser tratado como a “Geni” do setor escolar, um rematado incompetente, mas que, paradoxalmente, recebe cada vez mais as incumbências negligenciadas pelo restante da sociedade. Como é bom, para os poderosos e omissos, culpar a vítima. 

A educação brasileira está na lona e o apagão docente já se anuncia no horizonte. Para reverter essa trajetória, será preciso devolver racionalidade ao sistema educacional, pautando as reformas pelas evidências científicas e experiências bem-sucedidas, além de aprimorar o investimento, repensar maneiras de lidar com a violência dentro das escolas e devolver o comando das salas de aula a quem de direito: o professor. Do contrário, a docência continuará sendo sinônimo de adoecimento, e toda a sociedade brasileira continuará padecendo da enfermidade do analfabetismo e da ignorância. 

*Arthur V. F. Furtado é professor, coordenador pedagógico, doutor
em Educação Escolar e autor do livro “Queimem todos os professores”

Redação LC

Redação LC

Somos um time de jornalistas apaixonados por livros e cultura.
Tem uma boa redação? Faça parte da nossa equipe, clique aqui.

Continue lendo:

O trauma de infância da República: a polarização que quase matou um presidente
Artigos

O trauma de infância da República: a polarização que quase matou um presidente

18 de setembro de 2026
Mundo Cristão confirma ficção infantojuvenil como o maior acerto na 28ª Bienal do Livro de São Paulo
Artigos

Mundo Cristão confirma ficção infantojuvenil como o maior acerto na 28ª Bienal do Livro de São Paulo

17 de setembro de 2026
A importância dos laços afetivos   para a roda girar no mercado de trabalho
Artigos

A importância dos laços afetivos para a roda girar no mercado de trabalho

17 de setembro de 2026
Editora Vida reúne autores de referência em fé na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Artigos

Editora Vida reúne autores de referência em fé na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

17 de setembro de 2026
Inscrever
Login
Notificar sobre
guest
guest
0 Comentários
[the_ad id="21159"]

Inscreva-se para receber nossas notícias em primeira mão

Escritórios em: São Paulo/SP e Jaraguá do Sul/SC
contato@lcagencia.com.br | comercial@lcagencia.com.br
Editoras atendidas pela LC:

© 2026 – Feito com 💖 por Equipe LC

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Início
  • Quem somos
  • Produtos e Serviços
  • Livros Divulgados
    • Autoajuda e Esoterismo
    • Ficção
    • Infantojuvenil
    • Não Ficção
  • Notícias
    • Geral
    • Entrevistas
    • Artigos
  • Fale com a LC
  • Trabalhe conosco
wpDiscuz