• Quem somos
  • Fale com a LC
  • Trabalhe conosco
  • Política de Privacidade
LC - Agência de Comunicação
  • Início
  • Quem somos
  • Produtos e Serviços
    • Assessoria de Imprensa – Press LC
    • Assessoria de Imprensa – Master LC
    • Produção de livros
    • Leitura Coletiva
    • Leitura Crítica
    • Cursos para escritores
    • Mentoria Arquitetos do Livro
    • Mentoria DNA Best-Seller
    • Consultoria com Plano de Marketing
    • Consultoria de Marketing + Criativos LC
    • Assessoria e Consultoria para Editoras
    • Desenvolvimento de Sites
  • Livros Divulgados
    • Autoajuda e Esoterismo
    • Ficção
    • Infantojuvenil
    • Não Ficção
  • Blog
    • Geral
    • Entrevistas
    • Artigos
  • Fale com a LC
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Início
  • Quem somos
  • Produtos e Serviços
    • Assessoria de Imprensa – Press LC
    • Assessoria de Imprensa – Master LC
    • Produção de livros
    • Leitura Coletiva
    • Leitura Crítica
    • Cursos para escritores
    • Mentoria Arquitetos do Livro
    • Mentoria DNA Best-Seller
    • Consultoria com Plano de Marketing
    • Consultoria de Marketing + Criativos LC
    • Assessoria e Consultoria para Editoras
    • Desenvolvimento de Sites
  • Livros Divulgados
    • Autoajuda e Esoterismo
    • Ficção
    • Infantojuvenil
    • Não Ficção
  • Blog
    • Geral
    • Entrevistas
    • Artigos
  • Fale com a LC
Sem resultados
Ver todos os resultados
LC - Agência de Comunicação
Sem resultados
Ver todos os resultados

Quem ainda está aqui?

Por Luiza Fariello

10 de abril de 2026
Tempo de leitura: 3 mins de leitura

Vinicius de Moraes contou certa vez que compôs a letra de “Gente Humilde”, uma das mais belas canções da música brasileira, inspirado, como diz a letra, pelas casas e pessoas muito simples do subúrbio que avistava enquanto se deslocava de trem. Os versos, que receberam a parceria de Chico Buarque, foram feitos no final dos anos 60 para a melodia composta em 1945 por Garoto, que infelizmente não chegou a conhecer a letra. 

Mais do que nos fazer chorar de emoção, a canção tem o poder de nos humanizar; é um chamado para que a gente olhe ao redor, perceba. Esse convite talvez fosse bem mais difícil de ser aceito nos dias atuais, em que as pessoas – seja nos trens, ônibus, calçadas, salas de espera ou qualquer outro lugar que se pense – estão muito mais preocupadas em contemplar as telas do que flores tristes e baldias. 

O desligamento das pessoas em relação ao lugar em que moram, pois cada vez mais priorizam os relacionamentos e os espaços virtuais, foi um dos sintomas abordados por Zygmunt Bauman na obra “Amor Líquido”. Para o filósofo, essa indiferença ao entorno seria o mais basilar dos afastamentos sociais, culturais e políticos de nosso tempo. Como podemos estar em todos os lugares, estamos também em lugar nenhum: simplesmente não pertencemos. 

Leia também:

Brasil: O país obcecado pelas migalhas do presente

Quando a dor encontra palavras

A desigualdade começa antes do salário

Perdemos o sono por sofrimentos que se passam do outro lado do mundo, o que é legítimo e prova da enorme capacidade de empatia do ser humano, mas somos cegos com as mazelas que acontecem no nosso bairro – onde certamente temos mais capacidade para interferir. Conhecemos a rotina do influencer que nem sabemos onde mora, memorizamos até o nome de seus filhos, mas custamos a lembrar se nos perguntam o nome do nosso vizinho. As redes, de fato, apenas reforçam o modo de vida corrida, alienante e obrigatoriamente produtiva disseminado de forma massificadora pela lógica neoliberal em que estamos imersos. 

No mundo virtual, os laços se tornam cada vez mais frágeis e efêmeros; as pessoas, mais substituíveis. As redes sociais parecem, em verdade, bastante antissociais, terreno propício à disseminação do ódio por pessoas covardes demais para fazê-lo presencialmente – estão aí os redpills para provar. Nas redes multiplicam-se os linchamentos virtuais e as loucuras nocivas em massa, como é o caso da recente onda da magreza extrema. 

Embora existam boas iniciativas e redes virtuais de apoio para as mais variadas questões, é preciso dar cada vez mais atenção para o real, acompanhar a lógica das crianças, que nos convidam a observar a fileira de formigas que se faz infinita no chão e a nuvem, antes que se desfaça. Antes que estejamos tão distantes que não seja mais possível alcançar a poesia e a música, ou mesmo a “vontade de chorar” de Vinicius e Chico. 

*Luiza Fariello é professora de Língua Portuguesa, doutoranda em Literatura na UnB e autora de “Um corpo para Jaime”, romance sobre a solidão contemporânea e a fragilidade das relações virtuais 

 

Redação LC

Redação LC

Somos um time de jornalistas apaixonados por livros e cultura.
Tem uma boa redação? Faça parte da nossa equipe, clique aqui.

Continue lendo:

Brasil: O país obcecado pelas migalhas do presente
Artigos

Brasil: O país obcecado pelas migalhas do presente

10 de abril de 2026
Quando a dor encontra palavras
Artigos

Quando a dor encontra palavras

10 de abril de 2026
A desigualdade começa antes do salário
Artigos

A desigualdade começa antes do salário

10 de abril de 2026
O carnaval como ensaio geral de uma vida mais inteira
Artigos

O carnaval como ensaio geral de uma vida mais inteira

10 de abril de 2026
Inscrever
Login
Notificar sobre
guest
guest
0 Comentários
Feedbacks em linha
Ver todos os comentários
[the_ad id="21159"]
Inscreva-se para receber nossas notícias em primeira mão
Escritórios em: São Paulo/SP e Jaraguá do Sul/SC
contato@lcagencia.com.br | comercial@lcagencia.com.br
Editoras atendidas pela LC:

© 2025 – Feito com 💖 por Equipe LC

close button
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Início
  • Quem somos
  • Produtos e Serviços
  • Livros Divulgados
    • Autoajuda e Esoterismo
    • Ficção
    • Infantojuvenil
    • Não Ficção
  • Notícias
    • Geral
    • Entrevistas
    • Artigos
  • Fale com a LC
  • Trabalhe conosco
wpDiscuz