“Sou deformada. Eu estou aqui, e minha coluna, no Japão, e se você estiver lendo isso no Japão, tenha certeza de que minha coluna estará no Brasil. Meu corpo era meu inimigo. Minha doença iria me consumir até eu perder todos os movimentos. Não havia como corrigir a coluna, apenas esperar que ela evoluísse. A coluna era uma bomba acionada para apagar todos os meus órgãos.”
Quando o céu se apaga, p. 18

Baseando-se na própria história, a publicitária Mirian Vidal escreveu o livro Quando o céu se apaga, uma narrativa encantadora que demonstra o dia-a-dia de uma pessoa com escoliose, e a superação e aceitação da doença e do próprio corpo.
A autora revela nas páginas do livro os sentimentos que teve quando descobriu a doença, recebeu o diagnóstico de que não teria cura e não seria possível realizar a cirurgia de correção da coluna. E, no meio disso tudo, ela encanta os leitores com a mensagem sincera de otimismo pela vida.
A história gira em torno de uma personagem anônima, que não tem a identidade revelada até o final da obra. Logo no início, a jovem garota percebe que era diferente das outras crianças. Enquanto as amigas cresciam e desenvolviam figuras bonitas e femininas, a personagem nota que o próprio corpo permanece pequeno e amassado.
“Só que a única coisa que eu queria era sair daquele lugar, ser uma adolescente, com corpo de adolescente…”
Quando o céu se apaga, p. 74
Conforme cresce, a heroína relata aos leitores todos os lados da escoliose, seja no pensamento e preocupações da família, na forma como ela se sente no próprio corpo doente e como as outras pessoas olham – com pena, desprezo ou nojo – para a personagem.
“Agora as coisas começavam a fazer sentido. Entendi que as pessoas não me olhavam apenas porque eu estava na cadeira de rodas, entendi porque não tinha amigos na escola, entendi porque a Suelen me olhava com aqueles olhos de desprezo e uma espécie de nojo. Os olhares assustados que me acompanhavam agora faziam todo o sentido. […]Eu própria estava assustada com o que via na minha frente. Alguém tão pequeno, amassado. Era o mesmo terror que ver um carro totalmente destruído na estrada, a única diferença é que eu não tinha um acidente para justificar aquela imagem. Parecia que a cada dia que eu ia dormir, algo no meu corpo se revoltava.”
Quando o céu se apaga, p. 117
Afinal, ela precisa aceitar que cada dia é um desafio. Cada noite é uma superação e toda vida é valiosa. Por mais ínfimos que sejam os momentos, a vida é baseada em sentimentos, lembranças e sensações. Afinal, como a própria autora expõe na obra, “Eu viveria aquele dia. Eu enfrentaria muitas outras batalhas. Eu seria famosa por conta de todas aquelas guerras. Mas naquele instante. Eu esqueceria o passado. Eu esqueceria o futuro. Eu viveria o presente. Intensamente”.
FICHA TÉCNICA:
Quando o céu se apaga
Formato: 14×21 cm
Páginas: 256
ISBN: 978-85-8442-116-9
Preço: R$ 29,90
Sobre a autora:
Mirian Vidal nasceu em 1989, na cidade de Maceió – AL, mas, atualmente, vive em São Paulo. É formada em Publicidade e Propaganda e escreve contos desde seus 7 anos. Quando o céu se apaga é seu primeiro livro e começou a escrevê-lo para presentear uma amiga, sem nenhuma intenção de publicá-lo. Viveu algumas das coisas que escreveu e fantasiou outras. É apaixonada pela sua família, por seus amigos, livros, conversas, cinema e música de desenhos animados.
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